Alegria pela partilha

Com entusiasmo, junto ao grupo de Religiosos, coordenado pela Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB/MG, partimos para Espinosa (MG), em missão na Semana Santa. Estávamos na Comunidade Lagoa de Marruá, da Paróquia do Divino Espírito Santo.

Chegamos lá no dia 24 de março e voltamos no dia 1º  de abril.

É uma região bem diferente de outras em que estive no Norte de Minas.

Foi  um dom de Deus para nós todos que fomos ao encontro de um povo  tão simples, pobre, lutador, mas alegre e generoso por partilharem conosco a sua fé, sua experiência de Deus próximo, presente  em suas vidas.

Meus companheiros de Missão foram: Felipe, Seminarista Sacramentino Adoração Perpétua e Estéfanni, pré-noviça das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria.

De fato, foram meus companheiros, amigos, irmãos de caminhada.

Sentimo-nos em casa junto àquele povo querido que nos acolheu com carinho em suas casas e em sua comunidade.

Apesar do calor do sol intenso, muita poeira na estrada, visitamos muitas famílias durante o dia.  Realizamos Encontros com as Mulheres, com os Homens, Crianças e Jovens.

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Apesar de tantos desafios que passam em suas vidas, luta pela sobrevivência, a falta de:  justiça e respeito no trabalho, falta  de melhor saúde, educação, respeito na família e mais formação cristã, é um povo que tem um chão onde Deus pode trabalhar.

Realizamos com este povo as  Celebrações de Semana Santa, com alegria e ação de graças por tudo que estávamos vivendo, experimentando nestes dias.  Foi uma caminhada feita com amizade, fervor, presença de um Deus próximo, amoroso e fiel, pois vivenciamos a partilha de nossas vidas, mas o que recebemos em troca foi  a  partilha alegre, despretensiosa, fraterna  de um povo tão simples que parecia não ter nada para oferecer e dele recebemos tanto. E  por ele fomos evangelizados.

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As palavras dominantes destes dias foram fé, esperança, escuta, alegria, partilha…

“O SENHOR FEZ POR MIM, POR NÓS, MARAVILHAS, SANTO, SANTO, SANTO É SEU NOME!”

Amiris Vasques, RSCM

“A alegria nasce da gratuidade de um encontro!
E a alegria do encontro com Ele e a sua chamada faz com que não nos fechemos, mas nos abramos, leva ao serviço na Igreja.”
(Alegrai-vos)  Papa Francisco

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Noviça relata missão em Espinosa – Cachoeira

Chegamos a Espinosa; na paróquia de Espirito Santo, 50 missionários de várias congregações, e fomos recebidos pelos dois párocos das duas Paróquias: Paróquia do Espírito Santo e Paróquia São Sebastião.

Depois da recepção, houve missa do envio dos missionários às paróquias.

Eu fui enviada à Paróquia Espírito Santo, na comunidade Nossa Senhora Aparecida- Cachoeira, juntamente com um seminarista Guilherme e o Irmão Marcos.

Chegamos à comunidade N.S. Aparecida e fomos recebidos pela coordenadora da comunidade, que nos levou até a casa dela, onde residimos toda a semana da missão.

Foi uma boa experiência.

Na preparação da viagem para a missão, estava com muito receio de viajar, por medo de não saber para onde iria fazer a missão, com quem estaria e como iria fazer a missão.

Por isso foi um momento de muitos medos, desânimo, desconfianças e muito mais outros medos. Mas, depois de viajar e sermos bem recebidas nas comunidades, tudo começou a diminuir. Já não tinha mais medo, era um momento de muita alegria e muito animada para a missão.

Sendo a primeira vez de missão, no primeiro dia senti ser desafiante, escutar a necessidade das pessoas, os problemas familiares que eles passam… E nem todos nos acolhiam nas suas casas, por isso foi desafio para mim.

Mas a partir do segundo dia, fui percebendo qual o meu papel com as pessoas, e fui vendo que sou capaz.

Foi um momento de dar e receber, momento de muitas amizades, muitas alegrias, lembranças… e lembrei-me logo que isso é a nossa missão como RSCM: escutar e viver no meio de povo. E também percebi como as pessoas manifestam o amor. Como o povo tem sede da palavra de Deus, a fé do povo, como acolhem a palavra, o interesse das pessoas, então isso foi me dando muita força e ânimo de continuar com a missão.

Por isso digo: destruí os meus medos, a desconfiança, o desânimo. E aprendi: a confiança, a simplicidade, o amor, a humildade, a interagir com muita gente; e aumentei a minha fé, aumentei a sabedoria, refleti que a minha própria vocação se coordena com a missão das RSCM.

Foi uma iniciativa que me ajudou muito. E agora estou animada em continuar a Missão.

Durante as visitas, também passávamos nos lugares que não havia caminho. Pulando a cerca para chegar numa casa.
Encontro com as crianças.
Rosita com o grupo de jovens da comunidade, encenação do teatro da Sexta-feira Santa.

Centro Provincial RSCM recebe visita de noviças

Para conhecer a organização, os colaboradores e as dependências do Centro Provincial, as noviças da congregação do Sagrado Coração de Maria, visitaram a Casa, no dia 20/04, em uma agradável manhã.

Atualmente, na Província Brasileira, nove moças participam do Noviciado do Sagrado Coração de Maria, sendo que seis delas estão fazendo o primeiro ano e as outras três estão cursando o segundo.

Neste grupo, há integrantes de Zâmbia, Zimbábue, Moçambique e, também, do Brasil. Essa internacionalidade de participantes confirma a abrangência do Instituto e reforça a expansão da missão de Pe. Gailhac e Ir. San Jean desde 1849, quando da fundação.

Vida religiosa

Como parte do processo para se tornar uma Religiosa do Sagrado Coração de Maria, as moças passam por processo de contato com o Instituto, bem como viver a experiência de conhecimento inicial.

Como segunda fase, as pré-noviças começam a vivenciar a experiência e a aspirar a adesão à missão, em uma comunidade local. Nesta fase elas tem a oportunidade de se profundarem na missão, como um todo, e em todos os aspectos da vida e na diversidade de mistérios. A partir daí são iniciados os trabalhos do Noviciado Sagrado Coração de Maria, em Belo Horizonte (MG).

Durante dois anos as noviças dedicam a vida aos estudos e à caminhada para se tornarem Religiosas do Sagrado Coração de Maria. No primeiro ano elas vivem o ano Canônico e aprofundam o autoconhecimento, a aprendizagem quanto às temáticas de espiritualidade, tradição, história e carisma. Já no segundo ano, chamado de Apostólico, elas participam da vivência em comunidades, missões e estágios e, também, no noviciado – que é a síntese da vida religiosa.

Finalizado o período, é hora de fazer os primeiros votos e dar continuidade à caminhada formativa. Até que façam os votos perpétuos, ela são Irmãs Junioristas de votos temporários, por um período que pode variar entre três e sete anos. O voto perpétuo é o momento mais forte na vida de uma religiosa e marca a trajetória de confirmação ao chamado de amor e dedicação da vida a Cristo.

Somos todos chamados a vocacionar!

Com o objetivo de traçar metas estratégicas para o desenvolvimento educacional da Rede Sagrado para 2018 e avaliar o caminho percorrido no ano passado, entre os dias 03 e 05 de abril, os Trios Gestores se reuniram em Belo Horizonte durante o encontro nacional.

Cada um dos integrantes dos Trios responde a um chamado vocacional: educar! E no dia a dia, o chamado acontece em todas as escolas que compõem a Rede Sagrado e em todas as formas de contribuição por meio da formação humana de cada aluno, seja do ensino infantil, fundamental, médio ou do EJA.

A abertura do Encontro dos Trios Gestores foi presidida pela Coordenadora Provincial Ir. Terezinha Cecchin, quem recebeu os educadores com as belíssimas palavras que você confere abaixo.

Que elas sejam palavras de luz e tragam ânimo para a realização dos trabalhos vocacionais.

Boa leitura!

“Vamos construir uma ponte em nós // Vamos construir
Pra ligar seu coração ao meu // Com o amor que existe em nós.”
(Música: Vamos Construir)

A palavra, a música, o amor aproximam, congregam, derrubam muralhas e constroem pontes.

A ponte começa a ser construída em nós, em mim, em você. E só, a partir deste movimento, o caminho fica aberto para a comunicação, o intercâmbio, a possibilidade de uma nova qualidade de relações humanas.

Nem sempre é tão evidente e fácil construir pontes porque não depende apenas de um dos lados, precisa do outro lado. A construção começa pelas pontas, nunca pelo centro. Isto nos mostra a urgência de sermos pessoas “em saída” para o encontro, como nos adverte o papa Francisco.

Educadores e educadoras, a matéria prima para a construção de pontes está sempre ao alcance das mãos! E, garanto, é matéria prima de boa qualidade!

Nestes três dias, vocês vão colocar sobre a mesa, todas as conquistas e frustrações vividas em 2017 e depois vão fazer a projeção para 2018 em termos de metas, prioridades e resultados a alcançar. Então, deixo-lhes algumas perguntas:

  • Qual é a matéria prima de que dispõe para levar adiante esta maravilhosa obra da Educação?
  • Que fundamentos serão colocados para que as pontes resistam a toda forma de violência e de corrupção?
  • O que precisamos fazer, de modo novo, em 2018?
  • Trago dentro de mim a crença de que mudar é preciso para crescer e transformar?
  • Sou uma pessoa aberta e disponível para fazer mudanças necessárias?

Falando de pontes ‘se não se faz manutenção permanente, elas ficam ameaçadas de cair e … caem mesmo’!

Parar é cristalizar-se, deixar de dar o meu melhor, e mesmo, sofrer a ameaça de cair.

“Parar seria botar tudo a perder” nos fala Gailhac no século XIX.

E se gostamos do que fazemos, gostamos de ser ponte, sempre teremos vontade de fazer manutenção e aprender mais.

Estamos aqui porque gostamos da EDUCAÇÃO, queremos dar o nosso melhor e progredir sempre. Isto feito com amor, com certeza, resultará em sucesso.

Então, cantemos novamente: Vamos construir uma ponte em nós…

Ir. Terezinha Cecchin

Encontro dos Trios Gestores 2018
Encontro dos Trios Gestores 2018